Denominações de origem

A Península de Setúbal desdobra-se em três denominações de origem distintas de produção vinícola:

Os vinhos de D.O. Setúbal são produzidos numa região delimitada pelos concelhos de Palmela, Setúbal, Montijo e parte da freguesia de Nossa Senhora do Castelo, no concelho de Sesimbra. Dão origem a dois tipos de Moscatel, o branco e o roxo, elaborados, respectivamente, a partir das castas Moscatel de Setúbal e Moscatel Roxo. Os vinhos podem ter esta designação quando estas castas contribuírem com, pelo menos, 85% do mosto utilizado. A Península de Setúbal é uma região produtora de vinhos de qualidade. Conheça as suas características.

Setúbal

A área geográfica correspondente aos D. O. Palmela cobre a mesma área que a D.O. Setúbal, abrangendo os concelhos de, Palmela, Setúbal, Montijo e a freguesia de Nossa Senhora do Castelo, no concelho de Sesimbra.

Palmela

A Indicação Geográfica Península de Setúbal abrange os 13 concelhos do distrito de Setúbal, Alcácer do Sal, Alcochete, Almada, Barreiro, Grândola, Moita, Montijo, Palmela, Santiago do Cacém, Seixal, Sesimbra, Setúbal e Sines.

A diversidade das castas e a heterogeneidade dos “terroirs” levam a que se produzam vinhos de destacada qualidade e de diferentes características.

Península de Setúbal

Conheça a Região

"Vinhos incomparáveis nascem aqui!"

Em cada parte, características únicas em toda a região, uma produção singular. Uma terra onde fazer vinho é uma tradição de séculos e, degustá-lo dá um imenso prazer.

1185, Foral aos moradores de palmela

 

Em 1185, quando Palmela recebeu o seu primeiro foral, atribuído por D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, neste se falava da vinha e do vinho na região, o que confirma a sua tradição vitivinícola.

A Península de Setúbal tem uma área total de produção de cerca de 9500 hectares, sendo no concelho de Palmela que se encontra a maior mancha vitícola da região, seguida pelo concelho do Montijo, pelo concelho de Setúbal e concelho de Sesimbra.

Uma importante área de vinha é localizada nos concelhos a sul do distrito de Setúbal, Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém e Sines.

A Península de Setúbal é uma região produtora de vinhos de qualidade.
Conheça as suas características.

Região vinícola

Desconhece-se ao certo quando começou o cultivo da vinha na região da Península de Setúbal, mas estima-se que tenha sido introduzida no “Vale do Sado” com os Fenícios e os Gregos, que trouxeram do próximo Oriente castas de uvas que foram plantadas nas terras das encostas da Arrábida. Os árabes, povo profundamente ligado à agricultura, permaneceram alguns séculos na península do “Tejo-Sado”, dando grande incremento à vitivinicultura, apesar do Alcorão proibir o consumo de bebidas alcoólicas.

Em 1185, quando Palmela recebeu o seu primeiro foral, atribuído por D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, neste se falava da vinha e do vinho na região, o que confirma a sua tradição vitivinícola. Em 1381, a Inglaterra importa vinho de Portugal e o Rei Ricardo II menciona a importação de vinho de Setúbal. Em 1675, existem referências à exportação de 350 barricas de Moscatel de Setúbal. Em 1875, Ferreira Lapa, na VI Conferência sobre Vinhos, conclui o estudo sobre a Estremadura, onde refere “a notável e importante comarca vinhateira de Setúbal, a região privilegiada do moscatel com reputação na Europa e nome feito em Portugal, onde bem poucos nomes se fazem”.

A Península de Setúbal é, pois uma região pioneira na elaboração de produtos vinícolas de reconhecida qualidade, como é o caso do Moscatel de Setúbal, vinho generoso cuja área produtiva se encontra delimitada desde 1908, apesar da sua produção ser bastante anterior. De referir que em 2008, comemorou-se o Centenário da Região Demarcada do Moscatel de Setúbal. A Península de Setúbal é uma região produtora de vinhos de qualidade. Conheça as suas características.

História